(Re)pensando a representação da população negra nos vocabulários controlados da saúde: contribuições do campo CTS para justiça informacional e equidade

Patrícia Carvalho Mendes

Equipo de investigación

Luzia Sigoli Fernandes Costa

RESUMEN:

Os vocabulários controlados desempenham papel fundamental na organização, representação e recuperação da informação científica. Entretanto, sua construção não é neutra, podendo refletir relações históricas, sociais e culturais que influenciam a forma como determinados grupos são representados nos sistemas de organização do conhecimento. No campo da saúde, a ausência ou inadequação de termos relacionados à população negra pode comprometer a recuperação da informação, reduzir a visibilidade da produção científica sobre o tema e dificultar o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento das desigualdades raciais. Nesse contexto, esta pesquisa tem como objetivo analisar a representação da população negra nos vocabulários controlados utilizados pelas Bibliotecas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sob a abordagem do campo Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS). A pesquisa de cunho qualitativa, de natureza exploratória e documental, baseada na análise do Catálogo Mourisco, do vocabulário Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e de documentos institucionais relacionados à política de indexação e à política de equidade da Fiocruz. A pesquisa aborda que os vocabulários controlados constituem elementos sociotécnicos que influenciam a elaboração, organização e a circulação do conhecimento científico. Espera-se identificar lacunas e inadequações terminológicas relacionadas à população negra, contribuir para o aprimoramento da política de indexação e elaboração do vocabulário controlado mais inclusivo e equânime para as Bibliotecas da Fiocruz.

Palabras clave: Política de indexação; Vocabulário controlado; Organização do conhecimento; Gênero e raça; Rede de Bibliotecas Fiocruz

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